Última atualização: 2010-08-15 De volta à minha homepage
GUIA DE SEGURANÇA E ETIQUETA EM EMAIL
1. O que é o serviço de email da
Internet
Em rápidas palavras, para quem nunca soube disto. A Internet
não é um serviço, mas apenas um meio de transporte.
Pelo uso desse meio de transporte, os provedores prestam os
serviços típicos hoje conhecidos da Internet: email
(correio eletrônico), WWW (World Wide Web, que parece ser a alma
da Internet mas é apenas mais um serviço), news
(difusão de notícias segundo grupos de interesse), ftp
(transferência de arquivos), e muitos mais.
Como quase tudo na Internet, o serviço de correio
eletrônico funciona à base de um sistema de programas
"servidores" e "clientes". Os "servidores" são os programas que
recebem e transmitem as mensagens de email, mantêm as caixas
postais eletrônicas dos usuários, e oferecem uma variedade
de modos de acesso a essas caixas postais.
Normalmente, os programas servidores correm nas grandes máquinas
dos provedores de serviço, embora hoje seja possível
até mesmo ter um servidor de email em casa (o problema
não é ter o programa servidor em si, mas sim a
conectividade com o mundo exterior).
Os "clientes" são os programas que os usuários correm nas
suas máquinas, e que empregam para criar, editar, enviar e
receber a sua correspondência eletrônica (ou, em
última análise, para usar qualquer serviço
oferecido por provedores na Internet). Tipicamente, os programas mais
usados para esse fim são o Outlook Express ou o Outlook da
Microsoft, o Communicator da Netscape, o Eudora da Qualcomm, e
vários outros, além de uma série de mecanismos
suportados atualmente pelo serviço de WWW que permitem que
você cuide de todo o seu email apenas usando um cliente de WWW
(como o Internet Explorer, ou o Netscape, ou o Opera, ou qualquer
outro). Mais detalhes sobre essa modalidade de
exploraçãodo email à frente.
2. O que é uma caixa postal
de email
Quando você abre uma conta de email, qualquer que seja o tipo de
contrato que se faça com o provedor do serviço, o que
acontece fisicamente é que um certo espaço em disco
é reservado para o armazenamento das suas mensagens, no
computador do provedor do serviço. Esse espaço é
associado a um endereço de email atribuido a você, e
pronto - você já pode enviar e receber mensagens de e para
o seu pseudônimo eletrônico.
Todas as mensagens eletrônicas que você criar vão
estar armazenadas, durante um tempo que pode ser definido por
você e eventualmente limitado pelo provedor, no computador desse
provedor. Da mesma forma, todas as mensagens que você receber
vão ocupar espaço no disco do seu provedor durante algum
tempo.
Como o tamanho do disco do seu provedor, por maior que seja a
máquina, não é infinito, mais cedo ou mais tarde,
se você não o fizer, ele vai apagar todas as suas
mensagens. Mais a respeito deste aspecto à frente.
3. A diferença entre email
online e offline
Antigamente (ainda no princípio do século 20...), todas
as mensagens de email eram compostas offline, ou seja, com o seu
computador desligado da Internet. Isto pelas seguintes razões:
a) a composição (redação,
edição, correção, etc.) de uma mensagem de
email é um processo lento, e não tem sentido ficar
gastando linha telefônica (ou qualquer outro meio de
ligação à Internet) enquanto nada está
sendo transmitido;
b) o envio das mensagens a transmitir, e a recepção de
mensagens entrantes, podem perfeitamente ser feitos numa única
operação online, durante a qual a sua
ligação à Internet está sendo efetivamente
usada, e depois você pode ler o que chegou à vontade,
calmamente, offline, economizando mais uma vez o precioso recurso da
linha de comunicação.
Por essas razões é que nasceram os clientes de email mais
conhecidos, como o Eudora, o Outlook Express e outros, que permitem que
você faça a descarga (download) das mensagens recebidas na
sua caixa postal eletrônica (que estão no computador do
seu provedor) para o seu computador pessoal, onde elas podem ficar
armazenadas indefinidamente, dependendo apenas de quanto espaço
de disco você tem para isso. Se você vai ou não
eliminar as mensagens lidas do computador do provedor é uma
decisão que você pode ou não tomar nessa altura; se
você não o fizer, o seu provedor fará, no momento
em que um determinado limite (de espaço ocupado ou de tempo) for
atingido.
Os mesmos programas clientes podem, ao mesmo tempo em que fazem a
leitura das mensagens recebidas, fazer o envio (upload) das mensagens
que você tenha criado. Nesse processo, normalmente uma
cópia das mensagens enviadas fica no seu computador, mas
não no computador do provedor, a não ser num caso
especial comentado à frente.
Tipicamente, o tempo de utilização do recurso de
comunicação (linha telefônica ou outro) para a
carga e descarga de mensagens é da ordem de apenas alguns
segundos, a não ser que você tenha mensagens muito longas,
ou muitas mensagens, ou mensagens com os chamados "attachments"
(anexos) muito grandes (mais sobre isso à frente). Enquanto
você estiver utilizando o recurso de comunicação,
você está "online"; quando não, você
está "offline".
4. O fabuloso negócio dos
acessos e contas de email "gratuitos"
Em contraste com a forma muito eficiente de uso do recurso de
comunicação em modo offline, modernamente apareceram
vários provedores oferecendo email "gratuito". Mágica!
Surto de bondade dos provedores! Nem uma coisa, nem outra. Este tema
merece algum detalhe na explicação, portanto tenha
paciência.
Quando você usa um cliente de email, como descrito acima, para
enviar e receber seu correio eletrônico, o tempo de
ocupação do recurso de comunicação, como
já dito, é muito pequeno. Portanto, o custo de
comunicações também é reduzido. Nesta
modalidade, o provedor de serviço está ganhando a vida,
normalmente, com o dinheiro que cada usuário paga pela
assinatura mensal do serviço de acesso à Internet, da
manutenção da sua caixa postal, etc. Multiplique isso por
milhares de usuários e você tem uma ideia da economia de
escala.
De repente, aparecem uns provedores do tipo "bom samaritano", que
oferecem "Acesso à Internet e à sua caixa postal de email
totalmente gratuitos!" Como é que esse pessoal ganha a vida?
Como é que podem suportar todo esse serviço sem cobrar
nada da gente?
Não conseguem, e não estão fazendo nenhuma boa
ação. Estão apenas ganhando o seu dinheiro, e
muito, de forma diferente, despercebida da maioria dos usuários
desses serviços. Veja como funciona.
O provedor faz um acordo com a companhia de comunicações
(telefônica ou de qualquer outro tipo, mesmo nos acessos de alta
velocidade modernos, tipo rede, ADSL, ISDN, etc.), pelo qual a
companhia de comunicações repassa para o provedor de
serviço uma parcela do dinheiro ganho com o tempo de
ligação (ou quantidade de dados transmitidos, ou ambos)
de cada usuário desse tipo de serviço. Sucede que esse
tempo de ligação, invariavelmente, vai ser enorme, porque
nesses casos o provedor de serviço não dá acesso
offline à sua conta - apenas online (espertinhos, não?).
Vai daí que você passa a ter que suportar os seguintes
inconvenientes, pelo "benefício" da tal conta de email e acesso
gratuito à Internet:
a) um tempo de ligação telefônica muito mais
elevado, que se traduz numa conta mais cara (que pesa muito, sobretudo
quando você tem que pagar do seu bolso);
b) a impossibilidade de usar os clientes de email offline
típicos, tais como o Eudora, Outlook, etc. Você fica
obrigado a usar ou um cliente especial do provedor do tal acesso
gratuito, ou um browser de WWW, que fazem você ficar online
(gastando dinheiro) o tempo todo;
c) a obrigação de aceitar, goela abaixo, sem chance de
apelação, toda a publicidade que o provedor manda pelo
seu browser ou pelo cliente especial (que, normalmente, é MUITA);
d) a possibilidade de que os clientes especiais do provedor estejam
"espionando" o seu computador, em busca de informação que
possa ser útil ao provedor, sobretudo do ponto de vista
econômico (mas não só), sobre você, seus
dados pessoais, hábitos de passeio e de compra pela Internet,
etc., tudo SEM O SEU CONHECIMENTO.
Ou seja, você perde a sua privacidade, gasta mais dinheiro com
comunicações, tem que aguentar publicidade da pior e
ainda acha que está fazendo um negócio da China. Boa
sorte!
5. Problemas de quem tem caixas
postais "gratuitas"
A maioria dos provedores que oferecem email "gratuito", porque
têm que atender a milhares de usuários ao mesmo tempo,
limitam dramaticamente a capacidade total das caixas de email. Como
resultado, depois de duas mensagens com attachments de, digamos, 2
Mbytes cada a caixa fica bloqueada, e muitos dos usuários desse
tipo de acesso só descobrem isso depois de passar 5 dias sem
receber mais nada...
Além disso, a maioria desses provedores também limitam o
tamanho máximo de mensagens permitidas, de modo que uma mensagem
com um attachment maior do que 1 MBytes, por exemplo, vai bater na
trave, voltar ao remetente com uma mensagem de erro
"inexplicável", e você vai ficar sem saber porque
não chegou ao destino.
6. E-mail privado versus e-mail
corporativo
Muitos felizardos dispõem de acesso internet corporativo, do
tipo que algumas empresas oferecem aos seus funcionários. Em
geral, nesses casos eles têm acesso ilimitado, porque os
servidores de email são particulares das empresas, normalmente
com número de assinantes muito menor do que um provedor privado,
e portanto menores restrições quanto à capacidade
total das caixas postais de email, ou do tamanho máximo das
mensagens com attachments, etc.
É muito fácil, para esses felizardos que têm
acessos corporativos, esquecer dos pobres coitados que dependem de
acessos particulares. Os acessos corporativos são gratuitos, uma
vez que as empresas normalmente esperam que os seus funcionários
vão estar usando o serviço de email da empresa para
assuntos de negócios, e portanto não iria cobrar de seus
próprios funcionários. (Claro que todo mundo sabe que
isso não é verdade, mas faz de conta...)
Além disso, os acessos corporativos são, normalmente, de
alta velocidade, e portanto não faz diferença nenhuma
mandar uma mensagem com apenas 2 Kilobytes ou um trambolhão com
2 Megabytes - é uma questão de 20 milissegundos contra,
talvez, 20 segundos, o que não faz grande diferença numa
rede local. No entanto, os pobres coitados que dependem de modens (ou
mesmo ISDN!) com ligações telefônicas (pagas do
bolso!) e têm que ficar não 20 segundos, mas 20 minutos pendurados pra fazer o
download das tais mensagens, só pra descobrir depois que
não é alguma coisa tão engraçada assim,
ficam realmente chateados, porque não há forma de evitar
o download, a não ser cortando a ligação pelo
meio, ou então criando um "kill file" no provedor que
simplesmente manda para o lixo essas mensagens logo na chegada, o que
não é muito delicado...
Portanto, não custa que os usuários que têm acesso
a redes corporativas de alta velocidade e sem limite de tráfego
nem de tamanho de caixas postais ou mensagens de email se lembrem dos
pobres, e procurem enviar mensagens com tamanhos regulares (qualquer
coisa acima de 50 kbytes tem que valer muito a pena).
Regra prática: adote o costume de indicar no campo de
título da mensagem ("Subject") o tamanho da mensagem, sempre que
ela contiver um attachment muito grande como um programa, ou arquivo
PowerPoint, ou equivalente. Dessa forma, os destinatários pobres
podem rapidamente saber se têm que esvaziar suas caixas postais
para que elas não fiquem bloqueadas em seguida.
7. Regras de segurança no
uso do email
Muito se tem ouvido recentemente sobre problemas causados por
vírus espalhados por email, e outras ameaças à
segurança do seu computador que podem chegar através da
Internet. Sem querer esgotar o assunto, que é muito vasto, aqui
vão algumas das regras mais importantes para você proteger
a integridade do seu computador (e também a sua integridade
emocional, intelectual e mental) contra essa praga moderna.
Qualquer mensagem que você receba ou envie e que inclua um anexo
(attachment) pode em princípio causar problemas. Portanto, tenha
em consideração sempre o seguinte:
- ao receber um email com attachment, independemente de quem seja o
remetente, NÃO TOQUE NO ATTACHMENT. Não abra, não
o visualize, não o salve em disco. Entre em contacto com a
pessoa que o enviou e certifique-se de que tenha sido realmente enviado
para você por ela. Pergunte do que se trata, especificamente
(pode ser que o próprio remetente não saiba que
está enviando um vírus anexado!)
- se você ainda estiver inseguro quanto a mensagens que tenha
recebido recentemente, e se o seu computador começar a ter
comportamento estranho ou inesperado, entre imediatamente em contacto
com o pessoal de quem recebe suporte. Se for na sua empresa, fale com o
administrador de rede. Se estiver em casa, consulte o seu provedor de
serviço Internet (os bons provedores oferecem suporte desse
tipo). NÃO MANDE A NENHUM DELES UMA CÓPIA DO ATTACHMENT,
para não correr o risco de espalhar mais ainda o vírus.
Descreva a situação e espere para o caso deles
solicitarem que você mande o attachment.
- se nada disso funcionar, mande uma mensagem (em inglês apenas,
infelizmente) para o endereço seguinte:
Virus@SecurityAdvice.com
com uma descrição da mensagem recebida. Para este
endereço, se quiser, você *pode* mandar uma cópia
do attachment (eles SEMPRE passam as mensagens por um anti-vírus
antes de abrir). A mensagem será investigada, e você
será informado de qualquer coisa que se consiga descobrir a
respeito.
- ao enviar um email com attachment, lembre-se que você pode
estar enviando um vírus! Antes de mandar a mensagem com
attachment, SEMPRE mande ao destinatário um aviso de que
você vai enviar a tal mensagem. Faça uma
descrição sumária do attachment, e da razão
pela qual você o envia. Lembre-se de que certos vírus de
email também podem reproduzir esse comportamento (envio
automático de uma mensagem de email, com um attachment contendo
uma cópia do próprio vírus); portanto, inclua na
mensagem algum comentário que seja bem indicativo de que
você, e não algum vírus, é o autor da
mensagem com o attachment. Evite o envio de mensagens com attachments
que sejam do tipo executável, tais como documentos com macros de
Word ou Excel. Em vez de um documento em formato de Word, sempre se
pode usar o formato RTF (Rich Text Format) na maioria dos clientes de
email modernos, para fazer o efeito de texto formatado, com tipos
diferentes, cores, etc. - e o RTF não permite a inclusão
de macros. Embora haja alguns vírus mais perniciosos que
conseguem enganar o Word quando a sua mensagem está em formato
RTF, ainda assim é mais seguro. E vocé correrá
menos risco de enviar uma mensagem infectada sem saber.
- corra com frequência o anti-vírus da sua escolha, e
mantenha-o atualizado, mas não confie nele exclusivamente.
Lembre-se de que os anti-vírus só podem detectar
vírus já conhecidos por eles. Faça um varrimento
específico dos arquivos que você pretende enviar como
attachment numa mensagem de email.
Em resumo: é melhor errar por excesso do que por falta, nesse
negócio de vírus. Paranóia? Depois que você
perder o trabalho de meses, particularmente se for muito importante,
você nos conta. O problema dos vírus não vai
desaparecer sozinho. Tome estas medidas pelas mesmas razões
pelas quais você tranca a porta da sua casa à noite -
precaução. Há formas seguras e formas inseguras de
agir, também no mundo dos computadores. Seja prudente, pergunte
o que não souber, e pense antes de clicar em qualquer coisa.
8. Usos e costumes, ou "netiqueta",
no email - o formato
Este tópico merece várias subdivisões, mas vou
tentar ser conciso. Vou começar por um pequeno retrospecto
histórico.
Nos primórdios da Internet aberta ao público em geral,
há cerca de paleontológicos 15 anos, o único tipo
de coisa que podia ser enviada como mensagem de email era um texto do
tipo chamado "puro", ou seja, apenas texto limpo de qualquer tipo de
formatação, sem o uso de atributos tais como escolha de
fontes de caracteres, cores, negrito, itálico, etc., sem o uso
de acentuação específica de várias
línguas (tais como acentos diacríticos, cedilha,
caracteres especiais, etc.), e vai por aí afora. Em resumo, a
ortografia típica dessa fase resultava em frases assim:
"Agradeco que me envie as especificacoes; eh muito urgente para a nossa
decisao."
Os clientes de email dessa época pré-histórica
não estavam preparados para permitir a ortografia completa das
línguas que, diferentemente do inglês, fazem uso de
acentos, caracteres especiais, etc. Hoje em dia, como se vê nesta
própria mensagem, já é possível escrever um
texto com perfeita ortografia da língua portuguesa, por exemplo.
No entanto, nem sempre clientes de email modernos estão
configurados para trabalhar com os mecanismos criados pela Internet
para tanto, e nem sempre os usuários estão cientes disso;
assim, muitas vezes os destinatários de mensagens que você
está enviando recebem texto com caracteres esquisitos, tabelas
desalinhadas, formatos distorcidos, etc., e sem saber a razão
disso. Justamente por essa razão, uma das primeiras regras de
boa etiqueta ao enviar mensagens de email é conhecer os seus
destinatários, e enviar as suas mensagens num formato que
você sabe que será recebido sem erros, nem
distorções, nem caracteres esquisitos, etc.
Você pegar um texto que achou legal e despachar para os 58 (ou
muitos mais) destinatários da sua lista de endereços (do
Outlook Express, por exemplo) indistintamente pode ser tão
deseducado como mandar uma mensagem numa língua que é
familiar para você, mas talvez não para todos os
destinatários. Muita gente vai ficar sem entender o que se
passou. Nem todos os clientes de email podem estar configurados para
apreciar o belíssimo papel de parede que você bolou para
a sua mensagem de email, e toda a cuidadosa formatação da
sua mensagem, com a escolha de um tipo de letras e uma cor para cada
parágrafo, imagens embutidas aqui e ali, etc. Lindo no seu
Outlook, incompreensível para alguns destinatários que
estejam usando um cliente não configurado corretamente.
Você poderá dizer, "Mas isso não é problema
meu; se o programa dosujeito está mal configurado, problema
dele!" Em parte, verdade; em parte, arrogante. Se você quer ser
ouvido e apreciado, faça-se ouvir e apreciar. Em resumo, quando
você for enviar email para alguém e não tiver
certeza de que toda a formatação que você gostaria
de por no texto vá ser corretamente vista, não ponha -
mande um texto limpo, no máximo com caracteres acentuados,
já que é bastante comum que os clientes de email possam
lê-los corretamente.
9. Outras regras de Netiqueta
- O reenvio (forward) de email: em primeiro lugar, cuidado com o que
você vai reenviar. Certifique-se antes de que não
há vírus de nenhum tipo nos arquivos eventualmente
incluídos no reenvio (é sua responsabilidade,
também, contribuir para a destruição, e não
a disseminação, dessa peste); não custa nada,
também, "limpar" a mensagem antes de ser reenviada, de forma que
o trigésimo destinatário não receba algo do
gênero
Fwd:fwd:fwd:fwd:fwd:fwd:fwd:fwd:fwd:fwd: Piada engraçada
Não apenas isso é uma demonstração de
preguiça monumental, como também na maioria dos casos
não interessa saber por onde a mensagem andou. Além do
mais, muitas vezes alguns destinatários não sabem como
fazer para abrir mensagens em que esses reenvios tenham sido anexados
na forma de um apêndice do tipo MIME, e aí eles nem sequer
conseguem curtir a piada - só maldizer quem enviou...
Além disso, limpe também as marcas de
citação inseridas pela maioria dos clientes de email no
reenvio (são aqueles caracteres do tipo ">" ou outro
qualquer, usados para identificar texto que você recebeu e
está citando), de forma que não apareçam
também aquelas monstruosidades do gênero
> > >Estágios da vida do HOMEM
> > > >
> > > >Idade Bebida
> > > > 17 cerveja
> > > > 25 mais
cerveja
> > > > 35 vodka
> > > > 48 whisky
12 anos
> > > > 66
antiácido Maalox
Não dói limpar a mensagem, e é uma medida de bom
estilo!
- A redistribuição de email
Cuidado com o QUE você vai reenviar e redistribuir por email.
Dificilmente, mas muito dificilmente mesmo, todas as pessoas da sua
lista de endereços teriam o mesmo perfil a ponto de apreciar
igualmente uma mensagem de fundo espiritual e outra com uma piada
picante. Portanto, se você reenvia indistintamente para todos os
seus correspondentes a mesma mensagem, só porque VOCÊ a
achou interessante ou agradável, esteja certo de que está
agradando a alguns e perturbando a outros, às vezes de forma
séria.
- Mandar o peixe X ensinar a pescar
Tudo o que foi dito acima não quer dizer que não se devam
enviar mensagens com anexos grandes, ou com assuntos esquisitos, etc. -
mas essas mensagens devem ser a exceção, e não a
regra. Muitas vezes a mensagem vale a pena, ou contém um
programa importante, ou arquivos que estão sendo ansiosamente
esperados, etc. Mas aquelas figuras, imagens, clips de video, etc. que
você viu num site de Web e quer mandar pra todo mundo acabam por
entupir as caixas postais de muita gente, e o efeito, em vez de ser
agradável, é detestável. Muito mais sensato
é você indicar apenas o endereço do site onde achou
a figura, ou programa, ou joguinho, etc., de forma que seus
correspondentes também possam ir lá visitar e curtir.
Críticas, comentários, sugestões ou maiores detalhes? Envie email para epuglia@pcontrols.ch.